Team Work – Até onde o trabalho em equipe é levado a sério?

Team Work

Em determinado momento, todo “airsofter” se vê tentado a aceitar o convite de uma equipe para ampliar o quórum da mesma. as vezes alguns incautos(como eu em 2010! rs) resolvem dar o pontapé inicial e começar do zero o seu projeto. Mas até onde isso é vantajoso?

Começamos a trajetória do CSAR ParaRescue há quase 6 anos. Nem em minha epifania mais inspirada, poderia imaginar o rumo e magnitude que o projeto tomou, mas nem tudo foi cercado de felicidade e glórias, e é justamente esse ponto que  vou abordar hoje

Cara! é igualzinho ao Battlefield!!!

Devido à sua aparência “Belicosa”, o airsoft costuma atrair milhares de curiosos. Todos nós já fomos assim um dia! Alguns desses seres cheio de dúvidas, se tornarão dentro de algum tempo os hiper-mega-ultra-blaster-badass-motherfucker-from-hell-with-lasers-operators que destrincham cada foto, publicação, postagens em busca de mais informações sobre a modalidade, mas também temos o outro lado da moeda…

A curto prazo, um ambiente em equipe é muito cômodo para quem está iniciando, sempre aparece uma AEG extra, é possível tirar milhões de dúvidas numa única tarde sem precisar pesquisar cada site disponível sobre o assunto, sempre rola aquela sessão de fotos com diversos modelos de “armas” diferentes, sem contar o aprendizado tático, pois toda equipe que se preza, treina! Porém, há sempre aquele cara que não avaliou exatamente o que queria, não pesquisou o Modus Operandi da equipe pretendida, então, num passe de mágica, a relação começará a se desgastar!

080404-N-1120L-046 CAMP SHELBY, Miss. (April 4, 2008) Seabees assigned to Naval Mobile Construction Battalion (NMCB) 7 carry fellow Seabees during a training course event. All NMCB-7 commissioned officers and chief petty officers participated in a weeklong field exercise to build teamwork and practical knowledge. U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 2nd Class Michael B. Lavender (Released)
“Ninguém fica para trás!”

Dedicação ininterrupta

Durante as seleções que fazemos anualmente, costumamos dizer “Não buscamos os mais capacitados, e sim aqueles que saibam valorizar o trabalho em equipe e que estejam dispostos a cooperar conosco em busca da evolução do grupo.”

Por mais que o Airsoft não seja uma atividade competitiva no quesito acúmulo de pontos, é indiscutível, que todas as vezes que entramos em “campo” queremos cumprir os objetivos da melhor forma possível! Adentrar o quadro de uma equipe talvez seja a forma mais fácil de ver os resultados acontecerem, a convivência aliada com os treinamentos tornam a capacidade de “Atirar, mover-se e comunicar-se” mais natural.

Mas toda ação tem uma reação! Todo pelotão de infantaria atinge o resultado esperado na preparação de seus Soldados através de treinamento constante. Seria impossível manter a mínima coordenação possível até mesmo nas tarefas mais básicas, sem a repetição. Infelizmente para a maioria de nós, o Airsoft não é uma fonte de renda! É impossível  treinar 4 ou 5 vezes por semana, cuidar das necessidades da família e de quebra, ainda ter tempo para ganhar dinheiro. Fazer parte de uma equipe, exige muito mais do que estar “equipado” e pronto na hora que a simulação começa. Toda a preparação física, ajuste de equipamentos, aquisição de memória muscular devem ser feitas no período extra campo. Levar um pouco do que foi passado na ultima instrução para dentro de casa, se preparar um pouco mais do que o básico e estar apto à buscar melhores resultados quando necessário, é uma boa forma de mostrar respeito, força de vontade e dedicação à sua equipe!

 

Motivação e sintonia

Eu sou a minha equipe!

military+team+work

“Em que nível vocês estão dispostos a participar?”, perguntava. “Todos juntos o tempo todo”, era a única resposta aceitável. – Livro “No Hero”, Mark Owen

Por mais idiota que isso pareça à quem não pertence ao nosso mundo, o Airsoft não é brincadeira! Devo a esse esporte/hobby as maiores loucuras, os eventos mais radicais, as experiências mais fantásticas e não menos importante, as grandes amizades que tenho até hoje!

Toda equipe funciona como um muro de tijolos. Algumas têm pouquíssima atividade extra campo, outras têm uma  infinidade! Sendo assim, cada participante, cada um que se voluntaria a fazer parte de um grupo, tem a obrigação moral de se inteirar de quais são essas atividades e buscar fazer o máximo para ajudar. Somos os tijolos desse muro, quanto maior for a dedicação e o esforço individual, maiores serão os resultados obtidos pelo time! Todos querem participar de uma equipe forte, bem organizada, bem adestrada, com uma agenda eficiente, e é claro, que conquiste a admiração e respeito por onde passe. Todos que levam esse esporte à sério, ficam orgulhosos quando recebem um feedback positivo sobre o trabalho desempenhado, por isso, não encare a sua equipe somente como uma escola, faça parte dela de fato, seja o responsável pelo o resultado que buscam!

Brotherhoodbrotherhood

Certa vez eu e o 1st Class ParaRescue Operator “Wash”Espindola fizemos uma visita à uma Unidade de Operações Especiais, que me darei o direito de não informar qual era! Durante a conversa, o nosso anfitrião nos relatou que o Comandante da Base exigiu que praças e oficiais utilizassem seus respectivos alojamentos, no lugar de dividi-los por equipes, algo costumeiro nesse tipo de Unidade. E então, o mesmo completou, dizendo que mesmo assim, depois de um tempo, as equipes voltavam a dividir os alojamentos como faziam antes da ordem. Mesmo imaginando a resposta, tive que indagar o porquê de questionar a ordem superior, e a resposta, eu levarei comigo por toda a minha vida…

Por que como líder de equipe, eu preciso estar em contato direto com os meus companheiros. Eu preciso saber o que acontece com cada um deles. Se faltar o leite para o filho de um dos meus operadores, ele não estará 100% focado na missão, e isso é o suficiente para causar um desastre!

As palavras não foram exatamente essas mas pude entender o sentimento que diferencia um militar de uma unidade de elite de 99% das pessoas do planeta. E isso se chama COMPROMETIMENTO! Nas unidades convencionais, devido ao enorme efetivo é muito mais complicado para a liderança manter o controle e organização. É compreensível o tipo de divisão praticada, porém a mesma dentro de uma unidade adestrada para operar com pouco, atrás das linhas inimigas, na maioria das vezes em sigilo absoluto, contando com nenhum apoio externo em quase a totalidade de suas missões é extremamente prejudicial!

Eu acho que de toda a inspiração que buscamos nesse tipo de unidade, esse seria o principal valor que deveríamos “copiar”! Além do loadout, das técnicas, táticas, habilidades e disciplina, acho que a capacidade de sobreviver tendo na maior parte do tempo apenas a cobertura dos “companheiros de nado” a primeira inspiração que temos que absorver desses caras!

Mas Bacelar, O que você quis dizer com isso tudo? Parça, se você foi voluntário, se alguém te convidou, se te bateram ou encheram a m*rda do saco até te fazer entrar em uma equipe, vista a p*rra camisa! Nada frustra mais um cara dedicado do que ver os caçadores de patch ou os caras que só procuram a equipe na hora do “oba-oba”! Nunca é perfeito, nem sempre funciona, mas se você tem consciência de que algo poderia ser melhor, corra atrás de mudar isso! E se não conseguir fazê-lo, encha o saco até que os responsáveis o façam! Se no final das contas não der certo, só não saia com a consciência pesada, ou por ter sido um peso morto, ou por não ter feito nada para alterar esse destino!

Até a próxima, é um enorme prazer voltar a dividir esse espaço com vocês!!!

LimaBravo

PS: Gostaria de dedicar essa postagem ao meu grande amigo, irmão e co-fundador do CSAR ParaRescue, Eduardo Santos. Um cara que me ensinou um monte, já aturou poucas e boas da minha parte e junto comigo, mas que desde o primeiro dia está ali, mantendo as 06 horas coberta! Obrigado de verdade irmão!!!

The “Patchologist” part 5- O Caduceu

O Caduceu

Emblema de Hermes

Há uns 2, 3 anos atrás recebi um e-mail de um dos seguidores da página, questionando o nosso emblema. Na mensagem o mesmo perguntava o porquê de utilizarmos o Caduceu, símbolo do comércio, no lugar do Bordão de Asclépio, verdadeiro estandarte da medicina.

O símbolo original da medicina, o Bordão de Asclépio se diferenciava do Caduceu, pela ausência de asas, e por contar com apenas uma serpente enrolada no cajado.

Na mitologia grega, Asclépio era o deus da Medicina e da cura e, por isso, seu símbolo está relacionado com a saúde.

Bordão de Asclépio

A confusão toda começou no inicio do século XX, quando um Oficial Médico do Exército Norte Americano, erroneamente selecionou o Caduceu para simbolizar o Corpo Médico da Força. Até hoje, após mais de 100 anos, o Símbolo de Hermes é utilizado como emblema da Medicina de Combate em vários países do ocidente.

TacMed

Releitura do Caduceu para a Medicina de Combate

 

Até a próxima Geardos, espero não demorar tanto para voltar a postar!

Leandro “LimaBravo” Bacelar

PS: Não se esqueça de curtir a nossa fanpage no facebook!

 

Pronto para, em condições de!!!

A habilidade de alcançar a vitória mudando e adaptando-se de acordo com o inimigo é chamada de genialidade.

-Sun Tzu

Desde os primórdios, desde o primeiro “babuíno” que resolveu andar de pé para aumentar a sua consciência situacional, aumentando assim o seu poder de avaliar as ameaças e oportunidades ao seu redor, nós, seres humanos, nos destacamos dos demais seres vivos presentes nesse planeta pela melhor capacidade em se adaptar às mudanças. Um homem adulto no auge de sua forma física, não consegue ser rápido o bastante, não enxerga bem em condições de iluminação precária, Possui olfato e audição insuficientes, não voa, não nada ou escala com eficiência. Um homem de biotipo médio no auge de sua força física, pode ser considerado até 4 vezes mais fraco que um chimpanzé, nosso parente mais próximo. O que nos capacitou à tornarmo-nos a espécie melhor sucedida habitando esse planeta, é a nossa capacidade de adaptação.

Chris Costa Leaves Magpul, Costa Ludus, Stickman Photos, Stickgunner, Military Times, Gear Scout Blog, Magpul Dynamics, Art of the Tactical Carbine, Costa Beard, Pyramyd Airsoft Blog, Tom Harris Media, Tominator

Chegado o século XXI, o “mundo tático” não ficou de fora da troca de informações de grande fluxo permitido pelos meios de comunicação mais modernos. Da noite pro dia surgiram centenas de instrutores com as mais variadas técnicas de combate, sendo que entre os mais famosos há pessoas que talvez nunca tenham enfrentado um combate de fato! Eis que chegamos no ponto à ser discutido…

Nunca antes visto na história desse país…

Em grupos de discussão, instruções, e conversas é comum escutarmos/lermos frases como: “eu vi os videos de um cara que é pica das galáxias!” ou “As técnicas ensinadas por ele não servem, o cara é fanfarrão demais!”

De certa maneira, eu hei de concordar que muitas técnicas empregadas/ensinadas visando possuir a “assinatura” de seu “criador”, acabam se tornando um tanto extravagantes. Ultimamente parece que há uma mentalidade de que a instrução só vale a pena se for completamente diferente de tudo que existe! Não digo que está completamente errado, porém como diz um amigo, “Instrutor” é a palavra mais prostituída do mundo (mas não entraremos nesse mérito)!

Por outro lado, temos um grupo de pessoas que nutrem uma extrema aversão à novidades. Não só no escopo tático, mas que desconfiam de qualquer aspecto novo inserido em seu convívio.

Existe técnica infalível?

Não é de hoje  que me questionam sobre dicas, táticas, estratégias e técnicas empregadas pelos PopStars dos tactical drills, e eu repito a máxima que todos já devem ter escutado: “Não existe solução definitiva, não existe técnica infalível!” Saindo um pouco do MilSim, que é o nosso escopo, se existisse um compêndio de “artes” à prova de falhas, não veríamos baixas entre as unidades mais especializadas. Portanto, se sobressai quem consegue dominar o maior número de alternativas e as adapta de acordo com a sua necessidade!
Improvise, Adapte-se, Supere”
 Muitas das técnicas empregadas no cenário Para Bellum podem ser perfeitamente aplicadas ao MilSim, porém o mesmo não ocorre em uma comparação contrária, portanto, nos ateremos somente ao segundo cenário!

Quando um operador/instrutor desenvolve uma variação, ou uma nova maneira de executar determinada ação, devemos ter em mente alguns aspectos antes de desenvolver uma crítica, como o Objetivo, o Teatro Operacional, a Necessidade de Emprego, a compatibilidade com o seu equipamento e o mais importante, o seu Nível de conhecimento. É muito fácil e conveniente desenvolver um comentário negativo de algo testado com leviandade, ou executado incorretamente!

Imagine-se perdido em uma cidade estrangeira. Quanto maior for o seu conhecimento de palavras em outros idiomas, mais chance você terá de se situar. Se souber formar frases em diversas línguas diferentes, é só questão de tempo para se safar! No MilSim não é diferente! Em um nicho onde todos conhecem o básico, quem procura aumentar o leque de conhecimento acerca das técnicas empregadas e como as melhor adaptá-las ao seu equipamento, consegue resultados mais eficientes!

Mas e a cambalhota daquele instrutor barbudinho super tático?

Bem, o que é válido para a realidade que ele propôs, talvez não seja para a sua realidade. No pior dos casos o cara poderá servir de exemplo de como não executar, mas procure conhecer de tudo um pouco, e de dominar tudo o que seu ambiente determina!

E lembre-se, se não está seguro para executar determinada ação, Não Faça!

Até a próxima! 😉

LimaBravo

 

Same shit… Different day…

A evolução do equipamento de um soldado inglês nos últimos mil anos.

 

O fotógrafo Thom Atkinson criou uma série de fotos que mostram tudo o que um soldado inglês levava para a batalha ao longo dos últimos 948 anos. Isso mesmo. Com um profundo trabalho de pesquisa em museus e colecionadores, o profissional conseguiu registros incríveis até de objetos de soldados que ainda usavam armaduras e escudos, sendo os mais interessantes da série.

Thom se inspirou na história da família do capitão Charles Sorley, que, em 1915, recebeu uma mochila enviada pelo regimento da Frente Ocidental. Charles havia morrido na Batalha de Loos e os seus pertences foram entregues para os seus familiares, contendo itens de uniforme e anotações, que viraram um soneto.

Atkinson diz que o projeto, que levou nove meses para ser concluído, foi um aprendizado. “Eu nunca fui um soldado. É difícil mergulhar em um assunto como este e compreendê-lo completamente. Eu queria que fosse sobre as pessoas. Eu comecei a sentir que realmente são as mesmas criaturas com as mesmas necessidades fundamentais”, declarou.

Entre os objetos dos soldados de épocas mais modernas, os kits têm desde equipamentos obrigatórios dos exércitos até baralhos, revistas, guloseimas e brinquedos como ioiô e Game Boys. Confira abaixo alguns dos registros e algumas descrições relatadas pelo fotógrafo ao The Telegraph.

 

1–Recruta da Batalha de Somme – 1916

Enquanto a Primeira Guerra Mundial foi a primeira guerra moderna, o kit do soldado da batalha de Somme ilustra que ela também era primitiva. Junto com sua máscara de gás, o recruta tinha uma arma de pontas quase idêntica àquelas da época medieval.

2 – Soldado huscarl da Batalha de Hastings – 1066

“Os guerreiros anglo-saxãos em Hastings não eram tão diferentes dos britânicos ‘Tommy’* nas trincheiras”, diz o fotógrafo Thom Atkinson. Na Batalha de Hastings, a escolha do armamento dos soldados era extensa. “Há uma colher em cada imagem. Eu acho que é maravilhoso. A exigência de comida e a experiência de comer não mudaram em 1000 anos. É quase o mesmo com o calor, a água, a proteção e o entretenimento”, completa o fotógrafo.

* Soldados Tommy é uma gíria para um recruta comum do exército britânico. O nome da classe já estava bem estabelecido no século 19, mas é particularmente associado com a Primeira Guerra Mundial.

3 – Cavaleiro do Cerco de Jerusalém – 1244

Colecionadores, historiadores e soldados ajudaram o fotógrafo Thom Atkinson a montar os componentes para cada foto, como essa de um cavaleiro de 1244. “Foi difícil de rastrear pessoas conhecedoras com o equipamento correto. As fotos são realmente o produto de seu conhecimento e experiência”, diz ele.

4 – Arqueiro da Batalha de Agincourt – 1415

Nesse registro é possível conferir o arco do soldado, além de várias flechas, uma lança de madeira, capacete da armadura, roupas, cantil, espada, punhal, chicote e machado.

5 – Homem das armas da Batalha de Bosworth – 1485

O registro mostra a armadura completa do soldado, seus itens pessoais e armas.

6 – Soldado caliverman de Tilbury – 1588

“As semelhanças entre os kits são tão surpreendentes quanto as diferenças. Blocos se tornaram iPads, enquanto jogos, como xadrez ou cartas, aparecem regularmente em todos os períodos”.

7 – Mosqueteiro do exército da Batalha de Naseby – 1645

Além de seu florete, o kit desse mosqueteiro também tem a sua arma, objetos pessoais, suas roupas, calçados, cuia e, é claro, baralho.

8 – Recruta sentinela da Batalha de Malplaquet – 1709

O coloridíssimo uniforme em vermelho e amarelo desse recruta nos remete muito certo palhaço de uma rede de Fast Food. Mas, ali, a coisa era séria. Em seus itens é possível observar as suas armas, bolsas, caderno de anotações, canecos, cuias, baralho, cantil e um saquinho de pedrinhas para distração.

9 – Recruta  da Batalha de Waterloo – 1815

O kit emitido aos soldados que lutavam na batalha de Waterloo incluía uma caneca de estanho e um conjunto de rascunhos. Nesse ainda é possível encontrar um kit de barbear, jogo de damas, kit de costura, escovas para lustrar os sapatos, óculos, relógio e talheres.

10 – Recruta da Brigada de Rifles da Batalha de Alma – 1854

Cada imagem retrata uniformes, bandagens para curativos, baionetas e munição. Por outro lado, mostra o lado mais humano de cada soldado, com cartas, livros de oração e Bíblias.

11 – Soldado da Brigada de Paraquedas da Batalha de Arnhem – 1944

Cada fotografia mostra o mundo de um soldado condensa em um manifesto de defesas, provisões e distrações. A Batalha de Arnhem foi um grande combate entre as forças do Exército Alemão e das tropas Aliadas nas cidades holandesas de Arnhem, Oosterbeek, Wolfheze, Driel e no interior do país de 17 a 26 de setembro de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

12 – Comando da Marinha Real do Conflito das Malvinas – 1982

A imagem mostra armas modernas, munição, granadas, pá, roupas, chocolate, comida enlatada, câmera fotográfica, cigarros e cadernos de anotações.

13 – Royal Engineers da Província de Helmand – 2014

Além das munições, revistas, chocolates, doces, máscara de gás e roupas nesse kit atual.
Fonte(s): The Telegraph, Megacurioso.

Foto(s): The Telegraph.

 

“Para Que Outros Possam Viver!” – PARA-SAR, a Unidade de Busca e Salvamento da Força Aérea Brasileira

A missão é complicada e perigosa? Oferece riscos? Envolve locais inóspitos e de difícil acesso?131127eni9282cenilton_kirchhof

Se a resposta para essas perguntas for positiva, provavelmente o Para-Sar será acionado.

O Para-Sar (‘Para’ de paraquedistas e ‘Sar’ do inglês Search and Rescue, ‘Busca e Salvamento’) ou Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS) é um esquadrão paraquedista de elite da Força Aérea Brasileira responsável por realizar operações especiais, instruções especializadas e busca e resgate de vítimas em acidentes aéreos, desastres naturais e missões de misericórdia.

O nome do esquadrão é anterior a criação oficial do grupo, em 1963. Na época, a FAB conhecia os homens que vestiam macacões laranja e os boots marrons como Para-Sar. Hoje, eles utilizam o boné na cor laranja, indicativo universal da atividade de busca e resgate.

Como foi criado?

A utilização de paraquedistas em missões de salvamento e resgate partiu da ideia de Achiles Hipólito Garcia Charles Astor, nascido na Argentina, mas naturalizado brasileiro. Astor foi instrutor de ginástica acrobática e paraquedismo dos cadetes na antiga Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos.

No começo sua intenção de empregar paraquedistas nas operações de busca e salvamento não foi bem aceita. Porém, com a II Guerra Mundial houve uma motivação para aprimorar as técnicas aeroterrestres e o emprego de novos equipamentos. Nascia assim o Para-Sar, que aos poucos foi se aperfeiçoando e instituído oficialmente em 20 de novembro de 1963.131127eni9774cenilton_kirchhofParaquedismo é uma habilidade fundamental no militar do Para-Sar

131127eni0300cenilton_kirchhofDepois do salto, os paraquedistas dobram o próprio paraquedas

Onde está sediado?

Durante 47 anos, o Para-Sar funcionou no Campo dos Afonsos (RJ). No entanto, em novembro de 2010, foi movimentado para a Base Aérea de Campo Grande (BACG), em Mato Grosso do Sul, devido ao posicionamento geopolítico estratégico da região central do país. Com a mudança, a unidade ganhou maior capacidade de pronta resposta no atendimento às missões determinadas pelo Comando Operacional, somando-se ainda à facilidade de poder operar com três tipos de aviação da FAB – Caça (Esquadrão Flecha), Busca e Salvamento (Esquadrão Pelicano) e Transporte (Esquadrão Onça), todos sediados na BACG.

Neste ano, o Esquadrão completou 50 anos de existência, com um efetivo composto por 100 militares. De acordo com o Comandante do Para-Sar, Coronel Ivandilson Diniz Soares, no início de 2014, o Para-Sar também vai reforçar as equipes das unidades de resgate em todo o Brasil.


Quem pode integrar o Para-Sar?

O ingresso no esquadrão é voluntário. Todo militar da ativa FAB pode integrar o Para-Sar, no entanto, é necessário o envio de uma solicitação formal para apreciação de um conselho operacional.

Para o Tenente de Infantaria Guilherme Oliveira Kavgias, integrar a equipe sempre foi muito mais que interesse: “Eu vim pra cá porque era sonho, sempre quis, sempre almejei, sempre gostei de ver a maneira que ‘eles’ (Para-Sar) se tratavam, o respeito, a amizade e o companheirismo. Quando um C-130 Hércules da FAB se chocou na Pedra do Elefante (2001), eu morava em Niterói (RJ), local do acidente. Isso marcou bastante a minha infância, porque eu vi o resgate, o esforço da equipe para chegar no local de difícil acesso e depois trazer de volta os companheiros. Eu via aqueles militares como heróis.”131127eni0342cenilton_kirchhofÀ esq. Ten Kavgias tornando seu sonho uma realidade

 “A gente nunca quer ser ‘empregado’, porque quando o Para-Sar é acionado significa que alguma coisa deu errado em algum lugar. Mas caso isso aconteça, espero estar em plenas condições de contribuir de alguma forma, resgatando alguém que esteja em perigo, enfim, ajudando a sociedade brasileira” – Tenente Kavgias.

Hoje, doze anos após o acidente, Kavgias pode chamar aqueles ‘heróis’ de amigos, sendo mais um integrante da equipe.

Qual é a rotina?

Rotina intensa, bem mais que integral, é diuturna!

“Enquanto não somos empregados, estamos realizando preparação contínua, tanto na parte física quanto intelectual. Estou aqui há 3 anos e ainda estou em formação operacional” – conta Kavgias..

O auge da progressão operacional é atingido após o militar concluir os sete cursos obrigatórios, recebendo o título de Pastor.

“Os cursos são voltados para atuar em qualquer ambiente operacional do Brasil, seja na selva, caatinga, montanha ou mar. Nos cursos aprendemos as especificidades de cada ambiente, dificuldades, materiais para utilização, alimentos, a maneira como nosso corpo se comporta, enfim, uma gama de fatores que envolvem a parte intelectual, além do condicionamento físico” – afirma Capitão Loureiro, relações públicas do esquadrão.


Por que Pastor?

O militar que atinge o grau máximo na progressão operacional do Para-Sar, recebe o título de “Pastor”. O título de Pastor é uma referência ao cão da raça pastor alemão. De acordo com a tradição, espera-se que o detentor deste nome seja amigo, legal, vigilante e, se necessário, agressivo.

O idealizador foi o Coronel Roberto Guaranys, um dos pioneiros e que comandou o Para-Sar entre 77 e 81.131126eni9101cenilton_kirchhofA faca operacional presa ao cinto é símbolo do pastor

131129eni0726cenilton_kirchhofTodos os pastores tem suas fotos incluídas em galeria

Os Resgates

O lema do esquadrão “Ninguém fica para trás” fica evidente principalmente nas missões de resgate. Nos últimos anos o Para-Sar participou de missões que entraram para a história da Aviação e do Brasil, como os resgates dos aviões da Gol (2006) e da Air France (2009), além de atuação nas enchentes da região serrana do Rio de Janeiro, em Santa Catarina, e na Bolívia em 2008.

Com 16 anos de Para-Sar, o Tenente Edward Wilson Sadler Guedes, perdeu a conta de quantos resgates realizou. Os acidentes de grande proporção, porém, estão presentes na memória. Em 2000, ajudou a resgatar pessoas doentes e levar comida e água para os atingidos pelas enchentes de Pernambuco e Alagoas. No ano seguinte, trabalhou no resgate de militares da FAB que estavam no C-130 Hércules da FAB que se chocou com a Pedra do Elefante em Niterói (RJ). No acidente do voo Gol 1907 (2006) passou 22 dos 45 dias no meio da mata. “Eu havia retirado o corpo de um menino. Alguns dias depois, quando eu consegui ligar e falar com minha esposa, ela comentou que no voo havia um menino, ele chamava Daniel. Pela descrição, lembrei que eu havia retirado o corpo dele. O menino tinha exatamente a idade do meu filho. Naquele momento eu fiz a relação com minha família. Por um momento, eu parei”, afirma.

Sabedores das condições e das situações que vão encontrar no caso de acidente, os homens do Para-Sar reconhecem a necessidade do treinamento rigoroso.  “Na hora da operação, eu preciso ter certeza que meu colega não vai recuar”, avalia Sadler. Ele aprendeu a lidar com a dura rotina da profissão com o Sargento Rosemberg José de Araújo que, por 31 anos (de 1978 a 2009), dedicou-se integralmente à unidade.

Há uma década no Para-Sar, o Tenente Médico Felipe Domingues Lessa, participou do resgate das vítimas nas enchentes de Santa Catarina em 2008. Ele lembra do dia em que ajudou a retirar cerca de 100 moradores da região do Morro do Baú que estavam ilhados. O helicóptero, que não pode operar à noite, tinha capacidade para carregar 30 passageiros de cada vez. Já estava anoitecendo e o lago formado atrás da encosta prestes a romper. “Na última viagem, a gente colocou 40 pessoas dentro. Por causa do peso, o helicóptero passou bem perto da copa das árvores. Quando a gente olhou para trás, a barragem tinha rompido e levado tudo”, relata o médico.

080321a_DEL_054-1024x680Na foto, Tenente Lessa realiza atendimento médico a criança indígena.

peritos-vão-ao-local-do-acidente-aéreo-56©Elder_DelgadoNa ocasião de acidentes aéreos, o Para-Sar é acionado.

Operações Especiais

O Para-Sar é uma tropa especializada em operações especiais, capacitada para realizar diversos tipos de missão além daquelas relativas à busca e salvamento.

Em Operações Conjuntas das Forças Armadas, o Para-Sar integra a Força Conjunta de Operações Especiais, que também é composta por militares da Marinha do Brasil e Exército Brasileiro. Nesse contexto, sua atividade principal é a “guiagem aérea avançada”, que consiste na incursão de paraquedistas em território hostil, sem serem vistos, com o objetivo de localizarem os alvos inimigos e transmitirem as coordenadas exatas para ataque aéreo posterior.

As tropas especiais da FAB também participam diretamente de operações que envolvem os grandes eventos, portanto estarão presentes na Copa 2014 e Olimpíadas de 2016.

N.E: Título Original da matéria: “PARA-SAR: A Tropa de Elite da Força Aérea Brasileira”

N.E²: “Para que Outros possam Viver!!!” – Meus Heróis não vestem uniforme verde e amarelo, usam gorro laranja e boot marrom!!!

Fonte: Blog da Força Aérea Brasileira

Análise do filme Lone Survivor

Lone-Survivor

De tempos em tempos Hollywood nos enche de propaganda, afirmando com veemência que o Filme X é o melhor filme de Guerra desde o Filme Y e por aí vai, só que na grande maioria dos casos a realidade não condiz com a propaganda! Mas dessa vez fui surpreendido muito positivamente falando!

Esqueçam títulos como o The Hurtlocker,  Act of Valor, Forces Especiales e até mesmo o afamado Zero Dark Thirty. Para nós, Geardos, viciados por reencenação militar e loucos por filmes de Guerra, o Lone Survivor está um passo adiante de todos os filmes lançados recentemente sobre o assunto.

Logo de inicio vemos a equipe C-SAR da USAF lutando para manter o protagonista vivo, cena que na hora me lembrou de cara os procedimentos executados no seriado Inside Combat Rescue. Em seguida uma coletânea de cenas do Documentário sobre o NAVY SEAL BUD/S UDT Indocrination nos mostra um pouco do que os operadores passam para se tornar um NAVY SEAL. Então temos um pouco da rotina dos operadores na Base Aérea de Bagram, onde conhecemos um pouco sobre os personagens e podemos ver fotos dos operadores reais. Logo após darem inicio a Op. Red Wings, temos frenesi de cenas de ação e combate que elevam a tensão ao máximo até o final do filme!Lone-Survivor-Movie

Dirigido por Peter Berg, o filme é baseado no livro homônimo escrito por Marcus Lutrell sobrevivente da Operação Red Wings. Lutrell e sua equipe de quatro Navy Seals liderados pelo Tenente Micheal P. Murphy foram encarregados da 1ª fase da Operação, que consistia em realizar o reconhecimento e descobrir a localização de Ahmad Shah, um proeminente líder tribal afiliado ao Taleban, responsável pela morte dezenas de Marines que operavam na região de Kunar, Afeganistão (evitarei maiores detalhes para não gerar Spoilers desnecessários).Lone-Survivor-ss-33b
O filme em si é um deleite aos olhos de um Geardo fanático. Equipamentos cuidadosamente escolhidos, muito bem ajustados, cada fita isolante e gambiarra tática se encontra exatamente onde esperamos! E isso não ocorre somente com os SEALS, desde Rangers até PJ’s foram minuciosamente estudados para figurarem na obra.

Sinceramente desconheço um filme onde o “linguajar”, siglas e jargões militares foram tão bem utilizados! Para um leigo, será complicado entender alguns diálogos principalmente quando terminam em siglas como “TIC” (Troops in contact) ou “RTB” (Returning to Base). Nos não raros momentos de combate podemos desfrutar de uma obra prima de cenas do tipo. A consultoria militar para esse filme foi estupenda, mostrando que não é necessário contratar Navy SEALS reais para atuar em um filme de Guerra (Ideia do fracasso Act of Valor), os quatro atores realmente sabiam o que estavam fazendo quando pressionavam o gatilho!

Gostaria de elogiar as cenas finais dos personagens “Axe” e “Mike” (Mathew Axelson e Michael P. Murphy), desde a tentativa frustrada de resgate do piloto Mike Durant no filme Falcão Negro em Perigo, onde os D-Boys Gary Gordon e Randy Shughart perderam as suas vidas, não me sentia tão tenso vendo um filme! Cenas que inclusive tornaram a atuação de Mark Wahlberg um tanto apagada!Film Title: Lone Survivor
Juro que não levei em consideração a publicidade do Lone Survivor quando disseram que era  o melhor filme de Guerra desde O Resgate do Soldado Ryan, mas agora tenho certeza que o filme de Peter Berg reinará junto com outros títulos do gênero por muitos anos ainda!!!
LoneS
Trailer oficial:


PS: Não sou crítico de cinema e nem pretendo ser, mas valeu muito a pena assistir e o verei novamente quando estrear no cinema!!!

PS²: Será que me deixariam entrar na sala de exibição completamente equipado? rs

Multicam Black – Ops… Vazou!

Parece que a loja LA Police Gear foi a primeira a não aguentar a pressão, e liberou as fotos do uniforme TRU-SPEC/Atlanco no novo Padrão Multicam Black antes da data oficial em seu site.

Algumas imagens já haviam circulado pelo Facebook, porém como diversas montagens estavam circulando ao mesmo tempo, não era possível dizer com certeza o que era oficial ou não!

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O lançamento oficial dos novos padrões Multicam acontecerá no próximo dia 25/11

O MultiCam ® Black foi desenvolvido para atender às necessidades exclusivas de policiais que operam em ambientes de alto risco, como tropas de Operações Especiais e Anti-distúrbios.

Sua coloração mais escura foi projetada para atuar em ambientes de pouca luminosidade mas sem contrastar com o ambiente ao redor, algo comum com o fardamento completamente preto, mesmo em operações noturnas! A tonalidade ajuda a manter a mística das tropas policiais responsáveis pelas operações especiais.

Speed Reload X Tactical Reload no Airsoft

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Acredito que não há quem discorde! É simplesmente hipnotizante assistir o speed reload em um dos muitos “tactical videos” existentes!

Chega à ser viciante, Checar a câmara, acionar o retém do carregador, “torcer” a arma ao redor do punho garantindo que o carregador saia fora do seu raio de ação utilizando apenas uma mão, enquanto a mão fraca já se encarregou de retirar um carregador cheio do bolso mais próximo (que nos videos estão sempre prontos para o emprego!), encaixar no magwell e após um leve golpe na trava, mais um carregador está pronto para a utilização dentro de pouquíssimos segundos!
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Sem dúvidas a maioria das técnicas ensinadas pelas empresas de treinamentos mais conceituadas são extremamente válidas. Em uma situação de risco, cada segundo pode ser vital, ou mortal!

Porém, em conversas com militares dos mais diversos níveis e vivência, alguns com passagens pelo Afeganistão e Iraque no currículo, todos concordam com a seguinte máxima, nem sempre arremessar um carregador, muitas vezes semi municiado para longe, é a melhor das escolhas!

Lembro bem de uma passagem do livro “De casa em casa em Fallujah”, onde o autor, David Bellavia sugeriu que em cada “parada”, ou seja, todas as vezes em que podiam desfrutar de alguns segundos de paz, os soldados eram recomendados a remuniciar as suas armas! Só que no mundo real, é comum algumas patrulhas operarem por dias dentro do Teatro Operacional, carregando consigo todo o equipamento necessário para se manter durante a missão. E os carregadores não são exceção!rapid_access_magpod_01

Outro ponto, muitas vezes, o operador é obrigado a entrar na água, lama e se arrastar sobre outros tipos de dejetos (inclusive humanos!). Para evitar uma pane grave em seu armamento, frequentemente é necessário uma avaliação nos carregadores, principalmente com o advento dos porta carregadores do tipo “open top”. Diversas vezes essa avaliação é realizada no meio de um combate!

E para finalizar, durante um combate de várias horas, um carregador que não foi completamente “esvaziado” pode se tornar um oásis no meio do deserto para um operador que tenta manter a sua posição. Em um combate mais acirrado , um bolso de “dispensa tática”, pode encher completamente em questão de minutos, logo, o combatente se verá obrigado à utilizar os bolsos porta-carregadores para guardar carregadores vazios. Se no airsoft já é uma tarefa próxima do impossível manter uma certa organização desses bolsos após 3 ou 4 horas de combate, imagine em um combate real, onde há uma gama de stress desconhecida por nós, simples entusiastas!

Como simulamos combates reais acredito que devemos nos manter dentro da linha “tática”. Após identificar que o carregador chegou ao final de sua carga, o mesmo deve ser retirado com uma das mãos, ser dispensado em um bolso próprio para isso e em seguida o remuniciamento deve ser  realizado, dentro do menor tempo possível! como diz um grande amigo meu, “não precisa ser bonito, tem que funcionar!”

Até porque, grande parte dos equipamentos de airsoft não foram feitos para resistir à quedas diretas no chão!

Porém, como vivo repetindo, “Não há técnica perfeita!” Assim como nem toda técnica é totalmente ineficiente, então os métodos de aplicação devem ser constantemente avaliados! O constante treinamento aliado com uma perfeita simbiose do operador/jogador com o seu equipamento é que ditarão as regras durante o combate!

Mas cá entre nós… um Quick Reload quando bem executado,  é do C@*@/#0! rsrs

Esquadrão Falcão da Força Aérea Brasileira realiza simulações de resgate

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O Esquadrão Falcão (1º/8º GAV) encerrou na quarta-feira (30/10) o Exercício HELICÓPTERO TL, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso, localizado na Serra do Cachimbo, sul do Pará. Durante 16 dias os militares treinaram o Resgate em Combate (do inglês, CSAR).

A cada dia, equipes compostas por pilotos, tripulantes e homens de resgate participaram de um cenário de guerra simulada. Eles tinham que realizar todo o planejamento para o resgate de combatentes que se encontravam atrás das linhas inimigas (evasores), coordenando a execução de um trabalho conjunto para o cumprimento da missão com membros fictícios de diferentes esquadrões e de outras aviações (caça, reconhecimento e ataque).
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Durante o exercício, foi utilizado o helicóptero H-36 Caracal, recentemente implantado no esquadrão, um dos mais modernos helicópteros multiemprego do mundo. “O uso do novo helicóptero é muito vantajoso para o cumprimento da missão, pois possui inúmeros recursos que facilitam a aplicação das ferramentas de execução do CSAR, não se restringindo apenas aos voos convencionais do dia a dia”, ressalta o Capitão Rafael Boesso Silva.
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Visando a segurança das tripulações nas simulações de CSAR, foram realizados treinamentos das ações que são executadas durante a operação como Navegação à Baixa altura (NBA), Navegação Entre Obstáculo (NOE) e emprego real de metralhadoras nas laterais dos helicópteros. Ainda foram praticadas missões de infiltração e exfiltração de combatente como rapel, mcguire (transporte de pessoal em corda), e içamento na Terra.

Exercício-HELICÓPTERO-TL-com-H-36-Caracal-foto-5-FABSegundo o Capitão Fábio Luis Ridão Valentim, a recuperação de pessoal amigo em território hostil atinge todos os níveis de uma campanha. “Fatores como impedir que a contraparte do conflito faça uso de um dos nossos homens como fonte de informações, o retorno ao combate de um recurso humano capacitado e o impedimento do uso de imagens de prisioneiros de guerra para atingir o psico-social de nossa nação, também fundamentam a essência do Resgate em Combate”, explica ele.
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O Tenente-Coronel Álvaro Marcelo Alexandre Freixo, Comandante do Esquadrão, ressalta a importância de se realizar o treinamento militar fora da sede, localizada em Belém. “O Esquadrão Falcão, estando deslocado em Cachimbo, tem seus homens e mulheres testados no quesito psicológico, social e físico, pois o afastamento do seio familiar e a rotina operacional intensa, bem como o convívio diário com os companheiros, permite ao efetivo a adaptação necessária ao combate e, aos oficiais, a prática da liderança numa situação próxima ao que será encontrada num conflito”, conclui.

 

GCA, CSAR e GRR BOPE – Treinamento Force-On-Force com o Airsoft

“Quanto mais eu treino, mais sorte tenho!”

Por mais que a frase acima, tenha um certo tom de ironia, a última coisa que um operador espera precisar contar durante um conflito, é com a sorte propriamente dita!

Pensando nisso, o Grupo Carioca de Airsoft iniciou nessa semana, um programa de aproximação e apoio às Forças de segurança pública do Estado, demonstrando dentro das unidades o quanto o Airsoft pode somar no preparo dos combatentes que zelam pela nossa segurança durante todos os dias e noites. Visando estreitar os laços, o 21st RqS CSAR ParaRescue foi a equipe escolhida para representar o GCA nos encontros desse mês de Agosto. Os CRO’s De Grossi e VNaja participaram de atividades junto ao Grupo de Resgate e Retomada do BOPE-RJ e demonstraram a utilização dos equipamentos de airsoft no treinamento Force-on-Force, tipos de armamento que utilizamos e falaram um pouco sobre o trabalho sério que GCA vem desenvolvendo junto ao Airsoft carioca desde a sua fundação em 2008.

1233542_715190158506562_2005741113_nForce556836_715190128506565_748688230_nPara nós foi uma grande honra poder executar esse trabalho junto ao GRR, e ficamos muito felizes por representar o Grupo Carioca de Airsoft, que desde o seu ínicio sempre lutou com muita seriedade pela excelência na prática do Airsoft.

Que venham os próximos treinamentos! Força e Honra!!!

LBacelar

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